CASO THAMIRIS: Corpo foi encontrado em matagal com indícios de execução

desaparecimento da adolescente Thamiris dos Santos Pereira, de 14 anos, terminou de forma trágica e com indícios de um crime marcado por julgamento e execução. Segundo a Polícia Civil, a jovem pode ter sido vítima de um chamado “tribunal do crime”, prática associada a grupos ligados ao tráfico de drogas.

De acordo com as investigações, Thamiris teria sido morta por pessoas ligadas a um homem preso no dia 20 de fevereiro por violência doméstica. Ele acredita que a adolescente teria sido responsável por acionar a Polícia Militar, o que teria motivado o crime.

Um dos suspeitos presos nesta quinta-feira, 19, por envolvimento no caso, é primo desse homem detido anteriormente, o que, segundo a polícia, reforça a linha de investigação de que o crime teria sido motivado por vingança.

O diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), delegado Moisés Damasceno, relatou que o crime pode ter sido motivado por vingança. “A principal linha de investigação da polícia aponta que Thamiris foi morta por um indivíduo ou por pessoas ligadas a um rapaz preso no dia 20 de fevereiro. Ele foi detido por violência doméstica e acredita que a adolescente teria acionado a Polícia Militar para denunciá-lo”, afirmou.

Ainda segundo o delegado, a jovem teria sido atraída até um ponto específico após sair da escola. “Por esse motivo, Tamires teria sido chamada para uma conversa pelo grupo, que, segundo as investigações, possui ligação com o tráfico de drogas na localidade. A orientação era que, ao sair da escola, ela passasse pelo local para conversar. Imagens e relatos indicam que a jovem chegou a desviar o caminho de casa e seguiu até o ponto indicado”, explicou.

No local, os suspeitos teriam submetido a adolescente a uma espécie de interrogatório. “O grupo teria verificado o celular da vítima e realizado uma espécie de interrogatório. Após analisarem o conteúdo, os suspeitos interpretaram que ela teria envolvimento na denúncia que levou à prisão do homem e decidiram matá-la”, disse Damasceno.

O caso segue sob investigação.

Fonte: A Tarde.