Uma investigação da TV Bahia revelou a existência de um suposto esquema de superfaturamento de cachês de artistas contratados com recursos públicos na Bahia entre os anos de 2015 e 2024. A apuração teve como base relatórios do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), notas fiscais e documentos relacionados a contratações realizadas pela então Bahiatursa e, posteriormente, pela Superintendência de Fomento ao Turismo da Bahia (Sufotur).
De acordo com a investigação, o esquema consistia na contratação de artistas com baixa projeção por valores muito superiores aos praticados no mercado. Em muitos casos, os músicos não recebiam os montantes informados nos contratos firmados com o poder público.
Entre os exemplos apresentados pela TV Bahia está o caso da cantora Emily Ferraz. Segundo a reportagem, mensagens e áudios obtidos pela emissora mostram negociações de apresentações privadas por cerca de R$ 8 mil. Entretanto, sete apresentações contratadas pelo governo estadual teriam custado mais de R$ 500 mil, uma média superior a R$ 71 mil por show.
Tal manobra de superfaturamento de shows acontece também em algumas cidades do interior do estado com contratações de cachês de artistas locais com o orçamento super faturado, tendo em vista que em orçamentos anteriores seriam 80% mais baixo que os atuais apresentados.












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